sábado, 27 de fevereiro de 2016

Encontro do Papa com o Patriarca da Rússia

O Patriarca Kirill, de Moscou, esteve aqui no Rio de Janeiro e presidiu aos pés da imagem do Cristo Redentor, no Corcovado, uma celebração pela paz e pelos cristãos perseguidos na África e no Oriente. Antes de passar pelo Brasil ele teve um encontro histórico, em Cuba, com o Papa Francisco na sexta-feira, dia 12 de fevereiro. Francisco e o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, concordaram em unir forças para proteger os cristãos de perseguições, principalmente no Oriente Médio. 
Esse foi o primeiro encontro entre os líderes das duas igrejas, que se separaram há quase mil anos, em 1054. Os dois líderes da época se excomungaram. Neste histórico encontro, a primeira coisa que Francisco disse para o Patriarca Russo foi: “Finalmente! Nós somos irmãos”.  E o Patriarca respondeu que assim as coisas ficavam mais fáceis. 
O encontro foi em Cuba porque o país tem muitos católicos, e desde os tempos da União Soviética a nação é aliada da Rússia. Por isso, foi considerado um território neutro para o encontro. A prioridade dos dois líderes das Igrejas é combater a perseguição aos cristãos na África e em países como Iraque e Síria, onde eles são alvos dos terroristas do Estado Islâmico.
O porta-voz do Vaticano, o Reverendo Padre jesuíta Federico Lombardi, afirmou que o encontro foi "um momento histórico e uma grande alegria para o Papa". Ele acrescentou que a reunião foi "muito cordial" e que eles chegaram a "uma meta", que é "o ponto de partida de um caminho de unidade e compreensão, que não é fácil, mas muito valioso".
Depois da reunião, o Patriarca Kirill fez um pronunciamento. Kirill afirmou que o encontro com o Papa permitiu "entender e sentir" a posição do outro, e que os dois estão de acordo quanto à possibilidade de Católicos e Ortodoxos cooperarem na defesa do cristianismo. As duas autoridades pediram uma ação imediata da comunidade internacional para proteger os cristãos do Oriente Médio. “Em muitos países do Oriente Médio e do norte da África, famílias inteiras, vilarejos e cidades de nossos irmãos e irmãs em Cristo estão sendo completamente exterminados", afirmaram na declaração conjunta. "Nós esperamos que nosso encontro contribua para o restabelecimento desta unidade desejada por Deus”.
Ao final do encontro, assinaram uma declaração conjunta, na presença de Raúl Castro. Nesta declaração, se fala destes pontos: Cuba (o local escolhido para o encontro), tradição comum, superar divergências, Oriente Médio, acordo de paz, diálogo e Europa, família, juventude, Greco-Católico e testemunhas da verdade.

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